O Ministério Público Federal elaborou uma nota técnica indicando imóveis que têm potencial para serem transformados em memoriais. A ideia é que, nos acordos de reparação firmados com empresas investigadas por colaboração com a ditadura, parte dos recursos sejam destinados à transformação de antigos espaços de repressão em lugares de memória.
Essa nota é resultado de uma reivindicação que vem sendo feita por entidades que atuam na defesa da memória, da verdade e da reparação, entendendo que transformar esses espaços também é uma forma de justiça de transição. A nota reúne locais como a Casa da Morte, em Petrópolis, o antigo DOPS e o DOI-CODI no Rio de Janeiro, Estádio Caio Martins em Niterói/RJ, Dopinha em Porto Alegre/RS, a Casa Azul, em Marabá, o Memorial da Anistia, em Belo Horizonte, Monumento à Guerrilha do Araguaia em Xambioá/TO, entre outros imóveis que carregam uma importante memória desse período.
A AAPR conseguiu ter acesso a esse material através do procedimento administrativo que investiga a Petrobrás no MPF. Acreditamos que esse conteúdo não deve ficar restrito aos órgãos públicos. Por isso, estamos compartilhando a nota técnica para que todos possam conhecer essa iniciativa, entender quais são os espaços indicados e acompanhar as medidas que vêm sendo discutidas para preservar a memória e fortalecer as políticas de reparação no Brasil. Vale ressaltar que esta é uma nota do Ministério Público. Por isso, precisamos debater a sua ampliação, garantindo que as vítimas de cada caso e inquérito específico tenham maior protagonismo na proposição dos espaços de memória.
Confira a nota técnica aqui: NOTA TÉCNICA atualizada marco 2026- assinada